Tecnobobagens …. Tecnolibertação…

Tecnobobagens …. Tecnolibertação…

 

TecnobobagensAlguns dias atrás, lendo a coluna do Pondé,  me deparei com esse termo – TECNOBOBAGENS – em que o filósofo utilizou para fazer referência a aplicação das Tecnologias na Educação, como modismo no Brasil.

Então pensei…

Tecnologias por Tecnologias, de nada adiantam para a Educação!

Inserir hardwares na escola, não representa ou garante que a Educação vai melhorar, vai dar saltos de qualidade, o uso do computador, do tablet, do laptop pelos alunos sem um planejamento pedagógico, sem um propósito efetivamente educativo, sem programas norteadores, sem um professor preparado para lidar com essa realidade é trilhar o caminho da Tecnoingenuidade.   

O Governo, em sua política de cordeiro, conjectura: vamos distribuir tabletes para os alunos (em uma escola onde não há conectividade?), vamos distribuir laptops para os alunos (em uma escola que mal tem energia elétrica?), vamos montar laboratórios de informática nas escolas (sem preparar os professores para lidar com esse cenário?) a isso podemos nominar de Tecnopoliticagem.  

Ah, essa tal Tecnologia!

O grande desafio da Educação, no que se refere à utilização das Tecnologias, é conseguir incorporar esse conhecimento em seu dia a dia, não de maneira neutra, mas de maneira provocativa, despertando nos sujeitos do processo educativo o pensar interrogativo, a curiosidade epistêmica do ser, isto é, as Tecnologias como provocadoras de reflexão.

Assim, a inserção de Tecnologia na Educação não se restringe a manipulação de uma máquina, de um dispositivo, é preciso extrapolar essa mecanicidade, a Tecnologia pode nos ajudar a pensar mais e melhor, e quem sabe, um dia, podemos alcançar a Tecnolibertação.

Temos muito trabalho pela frente…

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