O Tecer da Rede

Olá Pessoal!!! Vamos Interagir?

O Tecer da Rede

internet-123073_640Interessante pensar que a Internet nos remete a ideia que temos voz e vez de participar, opinar, criticar sobre assuntos do cotidiano e das mais diversas áreas sociais. Esses mecanismos que nos oportunizam “comunicar na Rede”, muitas das vezes, se configuram pela web 2.0, propalados pelas mídias sociais, blogs/microblogs, sites interativos de noticiários entre outros. Com isso, temos tido, cada vez mais, a sensação de participação, de intervenção no contexto social, o que incorre em acreditar que a Internet é uma arma influente, capaz de modificar o meio através de nossas intervenções.

Por esse entendimento, acredita-se que rompemos com a chamada mídia de massa, como as grandes redes de TV, que até então, tinham o poderio de informar e conformar a sociedade em geral, e passamos a vivenciar uma realidade de manuseamento interventivo.    

No entanto, a Internet é um universo livre, uma esfera do não pertencimento, e sabedores disso, essas grandes cadeias de TV e demais mídias, tem se aproveitado desse campo fecundo para disseminar suas culturas e garantir a permanência e manutenção da sociedade vigente. A Internet assim, se configura como a extensão das grandes cadeias de TV. Um exemplo disso são os noticiários conduzidos por essas mídias, em que acessamos, lemos, opinamos e temos a sensação de participação, mas será que de fato estamos participando? Há trocas efetivas e interventivas? O que muda?

Muitas das vezes, alteram-se as plataformas, mas permanece a essência do unidirecionalismo.

Essas grandes cadeias estão espalhadas pelas redes sociais, criaram seus blogs, sites de vídeos, notícias, utilizam-se de diversos recursos, como a transmídia, na intenção de disseminar seus conteúdos e verdades, ainda que velados, e nós estamos lá, acessando, visualizando, consumindo e reproduzindo suas ideias e culturas.

Não propago aqui, a não utilização da Internet, até porque isso é no mínimo desatinado, uma vez que já incorporamos esse recurso em nossas vidas. Estou apenas chamando a atenção para que, diferente de sentar em frente da TV e assistir passivamente um programa de modo monofônico, possamos conduzir esse processo de utilização e apropriação da internet/conteúdos de maneira discernente, olhando e observando para além das telas, além do texto. Sejamos sujeitos inquietos e incomodadores.

Ainda que hajam manipulações, a internet também é “nossa”, e se de um lado ela pode assumir uma conotação de opressão, também pode ser utilizada como um recurso de emancipação. É nessa direção que precisamos caminhar, e a educação é uma forte aliada para descortinar e compreender esse entrelaçamento e tecer da Rede.

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