A EaD cresceu!

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Apesar de ainda encontrarmos alguns textos que nos remetem a ideia de Educação a Distância (EaD) como uma nova modalidade educativa, dotada de novas formas de ensinar e aprender no entorno pedagógico, já é possível dizer que EaD não é algo tão novo assim.

 Na verdade, a EaD vem caminhando algum tempo nessa estrada da educação formalizada, mesmo que esse início datal seja uma discussão entre teóricos, fato é que, em meados de 70 a EaD se coloca em evidência e tem, cada vez mais, ganhado força e fôlego no cenário da educação em geral.

No início, utilizando recursos tecnológicos do tipo livros e apostilas, mais adiante agrega o uso de rádio e TV e, na atualidade, a EaD se faz valer, essencialmente, por meio da internet, isto é, os cursos ofertados ocorrem dentro da rede mundial de computadores, conjugando alguns artefatos multimídia e audiovisual em Ambientes Virtuais de Aprendizagem.

No entanto, ainda que seja um fato essa conjunção de tecnologias na EaD, é percebível que em sua essência, ela carrega preceitos e concepções de sua gênese. Cursos sobrecarregados de conteúdos textuais extensos, com atividades maçantes, tutoriais com animações contendo agentes pedagógicos (aqueles bonecos que figuram pessoas conversando), diversos desenhos de personagens, que simulam a tutoria virtual, ou até mesmo, alguns objetos de aprendizagem que, forçosamente, obrigam o estudante a assistir um diálogo entediante entre personagens, para que se tenha acesso a um determinado conteúdo.

O que quero dizer? Que o estudante da EaD evoluiu com o tempo, e já não carece mais de um ambiente virtual todo “enfeitado”, com excesso de animações infantilizadas e personagens distribuídos ao logo do curso. Esse estudante, maduro digitalmente, já familiarizado com ícones e símbolos utilizados na internet, carece de informações mais objetivas e menos prolixas, carece de um ambiente mais enxuto e dinâmico, em que a navegabilidade flua de maneira contínua e sem entraves cosméticos.

Um cenário mais límpido, no que se refere ao design, dotado de simbologias usuais em sites e mídias sociais, conteúdos particionados, com textos distribuídos e fracionados, vídeos e áudios que vão nessa mesma direção, afinal, quem deseja assistir uma aula de duas horas dentro do Ambiente Virtual?

É necessário relativizar!

Outra questão que se coloca, diz respeito a centralidade dos cursos EaD, que utilizam o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), como único espaço onde deve ocorrer o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, ações fora do AVA não tem valor ou validade acadêmica. Mas como isso? Se os estudantes hoje são hipertextuais e distribuídos, conjugam diversas relações e interações na internet, por diversos sistemas e mídias sociais, esses alunos são móveis e moventes!

Por uma EaD mais adaptativa!

Enfim, é com essa atualidade, na qual as pessoas vivem apressadamente, num movimento rotacional enérgico, ativo e interativo, que a EaD precisa lidar, que a EaD precisa se atualizar e começar e rever seus conceitos e concepções, mas sem perder o cuidado e atenção com a qualidade educacional.

Nesse texto, cabem muitos desdobramentos, aprofundamentos e contrapontos, ele é, tão somente, uma aproximação do tema, uma pequena provocação para que possamos iniciar uma reflexão sobre essa EaD, que há algum tempo, deixou o jardim de infância.

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