Tecnologias: as divinizo ou as diabolizo?

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Tecnologias: as divinizo ou as diabolizo? 

Tem sido cada vez mais frequente perceber a mudança de discurso ao se falar no uso de tecnologias no contexto atual. Se antes, as tecnologias eram vistas como um elemento que iria resolver muitas das mazelas sociais, pelas facilitudes que elas propiciam, seja nos aspectos da informação e comunicação, como ainda nos processos de interação e relação social; hoje o que se tem propalado é que essas mesmas tecnologias estão destruindo a vida de muitas pessoas, especialmente dos jovens, que apresentam vícios digitais frequentes.

Então, se tempo atrás as tecnologias eram divinas, a panaceia social, na atualidade os discursos começam a se inverter, e elas tendem a ser vilãs. São maléficas para a saúde humana e só prejudicam o desenvolvimento social, afetivo e interacional das pessoas.

Estar plugado nos aparelhos e dispositivos digitais tende a levar pessoas ao vício, seja vício no uso de mídias sociais, seja vício nos jogos/games, vício nos aplicativos de mensagem, vício… vício….vício….

A matéria de Belinda Parmar (Lady Geek), publicada no jornal G1, deixa explicito essa alternância no discurso sobre o uso de tecnologias, ela, agora, proíbe o uso de aparelhos eletrônicos e telas em sua casa. Agora?

O que precisa ser aclarado nisso tudo, é que as pessoas se posicionam contra o uso das tecnologias, como se essas tecnologias fossem, de fato, o malefício da sociedade atual, da sociedade do espetáculo. Mas não é bem assim, somos nós, seres humanos que usamos e abusamos das tecnologias, e não elas que nos usam, isso é fato!

Uma criança, um jovem que se vicia no uso de jogos digitais e, consequentemente, os pais afirmam que é culpa da tecnologia, é no mínimo um discurso ingênuo não? Se há algum culpado nessa história, certamente não são  as tecnologias, mas a omissão dos pais que deixaram que seus filhos se torneassem viciados digitais.


Pais ausentes, tecnologias presentes!

O discurso dualista, maniqueísta sobre as tecnologias precisa ser superado, urgentemente, precisamos compreender que em tudo na vida há limite, há ponderação, há relativização, e com as tecnologias não pode ser diferente. É saber usar de podo positivo, e isso é uma ação e reflexão humana, somos nós que estamos com o poder nas mãos e precisamos ter maturidade suficiente para lidar com esses artefatos digitais, como também auxiliar e acompanhar nossos filhos sobre o uso adequado dessas tecnologias.

Nas escolas, também não pode ser diferente, de nada adianta negar o uso das tecnologias, por acreditar que elas “atrapalham” as aulas, é preciso sim, encontrar um meio termo ai! Como o professor pode se apropriar do mundo digital em favor do seu alunado?
Não vamos retroceder no tempo, daqui a diante as tecnologias estarão, cada vez mais, presentes em nossas vidas. É hora de maturar e saber usar esses recursos com sabedoria e ponderação. Afinal, elas não são as culpadas, se há alguma culpa a ser atribuída diante esse cenário tecnologizante, essa culpa pertence muito mais a nós, que somos humanos e pensantes!

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